O deputado federal Messias Donato manifestou preocupação com propostas recentes que sugerem alterações na identidade visual da Seleção Brasileira, incluindo a substituição do nome “Brasil” por “Brasa” e mudanças no tradicional símbolo do “canarinho”.
Segundo o parlamentar capixaba, as ideias representam uma ruptura desnecessária com elementos históricos que compõem a identidade nacional. Ele destacou que a camisa da seleção vai além de um uniforme esportivo, sendo um símbolo carregado de memória, conquistas e representação cultural do povo brasileiro.
Em posicionamento público, Donato criticou diretamente as sugestões, classificando-as como uma tentativa de descaracterizar símbolos consolidados. Para ele, a introdução de termos informais e releituras visuais consideradas “questionáveis” pode enfraquecer o valor simbólico da Seleção Brasileira.
O deputado também ressaltou que a “amarelinha” está ligada a momentos marcantes da história do futebol mundial, eternizados por nomes como Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo, Rivaldo e Zico — atletas que ajudaram a projetar o Brasil internacionalmente.
Descaracterização
Em publicação nas redes sociais, o parlamentar reforçou o tom crítico ao afirmar que a seleção não deve ser utilizada como espaço para experimentações ou imposições ideológicas. Para ele, iniciativas desse tipo não representam inovação, mas sim uma descaracterização de símbolos nacionais.
“‘BRASA’ na camisa e um ‘canarinho de três pernas’? Isso não é inovação — é uma tentativa clara de banalizar símbolos que representam a identidade do povo brasileiro. A Seleção não é laboratório de ideias nem palco para imposição de tendências ideológicas. O Brasil não é ‘BRASA’. E a nossa Seleção merece respeito”, apontou.
Donato argumenta que não se trata de rejeição à modernização, mas de preservação de valores históricos. Na avaliação do deputado, transformar elementos tradicionais em peças de marketing ou tendências desconectadas da realidade popular compromete a identidade construída ao longo de gerações.
“Não se trata de resistência à inovação, mas de respeito àquilo que representa o Brasil. Transformar símbolos históricos em peças de marketing ou em manifestações ideológicas descoladas da realidade da população é um equívoco”, pontuou.
Patrimônio Cultural
O parlamentar concluiu defendendo que a identidade da Seleção Brasileira deve ser tratada com responsabilidade e respeito, reforçando que o nome do país e seus símbolos são patrimônios culturais que não podem ser relativizados.
“O nome do nosso país deve ser respeitado. A Seleção Brasileira é um patrimônio cultural do povo brasileiro, e sua identidade precisa ser mantida com seriedade e compromisso com a nossa história”, concluiu.









